NOVA EDIÇÃO DO JORNAL MEGAFONE



JS/Açores relembra que a TAP foi privatizada à pressa por Ministro do CDS/PP

Na sequência do comunicado de imprensa lançado pela JP/Açores sobre o prejuízo que a TAP Portugal está a causar à ilha Terceira e onde são lançadas acusações sobre um eventual conluio da SATA e do Governo dos Açores para com essa situação, a Juventude Socialista relembra que foi o Governo da coligação CDS/PP e PSD e que, em concreto, foi um ministro do CDS/PP, no caso Pires de Lima, que à pressa e sem as devidas cautelas privatizaram a TAP, abrindo espaço para o surgimento dos problemas que agora se verificam em termos de cancelamentos de voos.

De acordo com Guido Teles, Presidente da JS/Açores, “é preciso descaramento para, três meses depois do CDS/PP liderar um processo de privatização que acabou com a celebração de um contrato à porta fechada por volta da meia-noite, vir a JP/Açores culpar o Governo dos Açores e a SATA dos cancelamentos que a TAP tem efetuado aos voos do continente português para a Terceira”. Guido Teles explica que “com a privatização da empresa nos moldes contratualizados pelo Governo do PSD e do CDS-PP o Governo da República deixou de ter o poder de salvaguardar os interesses dos terceirenses. Por causa do ministro do CDS-PP, Pires de Lima, a TAP passou a reger-se por outros princípios que não os interesses dos Açorianos, cancelando voos para a Terceira quando assim o entende”.

O Presidente da JS/Açores recorda, ainda, que mesmo antes da privatização da TAP o Governo da República do PSD e do CDS-PP já deixava mal os açorianos, não obrigando a empresa a cumprir com os seus compromissos. “É preciso não esquecer que em abril de 2015, altura em que a empresa ainda não estava privatizada, já a TAP deixava de voar para ilhas do Faial e do Pico violando descaradamente as obrigações de serviço público. Onde estava a JP/Açores na altura? O Governo da República era liderado pelo PSD e pelo CDS-PP e embora tivesse o poder para obrigar a empresa a cumprir com as obrigações de serviço público, nada fez”.